Foi a primeira vez que participei neste evento e num evento deste tipo, e eis a minha opinião.
Acordei cedo (07h20) e saí do Porto (apesar de ser de Lisboa) eram 08h50, cheguei a Coimbra era umas 09h40 (don’t tell anyone) e começou um pesadelo. Apesar de ter estado em Coimbra umas 3 vezes este mês, não conheço Coimbra, mas rapidamente estacionei o carro junto da Faculdade de Medicina. Claro está que o evento foi no Polo 2, onde estão as Engenharias.
Coloquei a Rua no GPS e lá fui eu. É aqui que começa uma “viagem” angustiante pois o GPS levou-me à Rua certa mas ao início da Rua, isto enganou-me pensei eu, estava numa zona com algumas casas antigas e não havia nada que se fosse semelhante a um pólo universitário, voltei para trás…
A odisseia
Coimbra não tem sinalética apropriada e (ontem) era uma cidade deserta, após várias voltas através de indicações fui parar ao mesmo sítio, pensei, se isto é para aqui não percebo onde é… eis que me diz: “ahh isso é onde estuda o meu sobrinho, siga o percurso do autocarro que vai lá dar..” yeah right….mas fui sempre em frente e lá cheguei, eram 10h40.
Os speakers;
Infelizmente e com o atraso não apanhei o keynote do início, mas a apresentação falou de ferramentas que nos permitem avaliar a concepção de um novo projecto e a sua possível rentabilidade junto de anjos de investimento ou empresas de capital de risco. São conceitos base de um conteúdo programático em disciplinas e cursos de gestão (Forças de Porter, Cadeia de Valor, VAL) mas expostos de forma concisa por forma a levantar o véu aqueles que nunca tinham ouvido falar nestes conceitos.
Carlota Ferreira - Win Produtions
A única speaker que deixou uma carreira (foi o que percepcionei) em busca de um desafio assente na sua visão o que demonstra uma grande coragem. No entanto, o conteúdo centrou-me mais naquilo que fez e pensa fazer e não tanto nas ferramentas e passos a tomar para abraçar um novo desafio por conta própria.
Confesso que tinha alguma expectativa em ouvir este Sr. dado que em 2003 (ou 2004 não me recordo bem) após umas buscas no seu site de emprego, naveguei até ao seu blog e sou leitor do mesmo até hoje.
Claramente precisa de apurar os seus dotes de speaker, mas, como comentei com o meu colega do lado, ouve este homem que ele tem visão interessante das coisas. Foi interessante perceber como começou o IT Jobs e como é possível conciliar um trabalho a full-time enquanto se investe tempo em projectos paralelos com o intuito de construir qualquer coisa sendo que depois soube rentabilizá-la de seguida. Aparentemente à uns tipos que trabalham em umas empresas que debitam muitos anúncios e estão dispostos a pagar por alguma coisa para ter algum destaque no IT jobs :).
Falou do Destakes e como é que começou e da sua brincadeira aplicacional para o Iphone.
Interessante, rapaz novo e cheio de vontade desde muito cedo, explicou o seu percurso profissional e a sua vontade de crescer por ele próprio, servirá de inspiração para muitos e foi de certeza fonte de inspiração para alguns. Sinceramente não creio que fosse necessário falar tanto de um problema que lhe aconteceu no passado, mas passou a mensagem que por vezes temos que começar de novo e “tocar” para a frente.
Luís Sequeira - Beta Technologies
Foi na minha opinião a melhor keynote do evento, o homem pensa muito à frente (não fosse ele o co-fundador do primeiro ISP Português, a Isotérica), tem o dom da palavra, teve um discurso descontraído, incisivo e directo (e cumpriu rigorosamente o tempo da sua apresentação). O homem é muito à frente relativamente aquilo que é um modelo empresarial tradicional e diz não conhecer pessoalmente o seu sócio residente nos Estados Unidos, gostei especialmente quando mencionou (por outras palavras) que nem sempre os estudos académicos são necessários para se ser um bom profissional (que concordo a 100%). O modelo de negócio no mundo o Second Life é confuso eu tinha uma pergunta para lhe fazer mas distraí-me no Twitter :), quando dei por mim tinha acabado. Essencialmente gostava de saber qual era o volume de facturação do ano transacto para um modelo de negócio que assenta num mundo virtual. Muito à frente..
Painel de CoWorking
Não consegui formar uma opinião muito positiva sobre o tema, o coWorking é uma opção mais barata mas ficou-me a sensação de que o coWorking é ainda algo bastante à frente para nós. Começa logo por sermos todos diferentes e a probabilidade de choque que poderá haver entre pessoas que dividam o espaço é bastante elevado. Depois à a concorrência, uma sala cheia de pessoas que trabalham no mesmo ramo poderá com muita probabilidade criar alguma tensão se calha alguns estarem presentes no mesmo cliente. A solução de um NDA ou de um documento de não agressão é limitadora à actividade da empresa e para mim não faz sentido. Mas um dos elementos do painel disse e muito bem, só vai quem quer. Pessoalmente trabalho numa empresa de dimensão razoável e por vezes prefiro estar isolado em casa a trabalhar para melhor me concentrar. Fico também com a sensação que faz mais falta uma sala de reuniões para receber clientes esporadicamente do que um local para ter o portátil e trabalhar, mas isso é a minha opinião e o conceito não deixa de ser muito interessante.
Conclusão
De uma forma geral o evento foi muito interessante a partilha de de conhecimentos e experiências apenas pode ser benéfica para quem no futuro gostaria de empreender e iniciar um projecto próprio.
Da minha perspectiva os presentes empreendedores (e futuros) quando o fazem logo no início das suas carreiras têm menos a perder do que alguém como eu que trabalha à 13 anos, que tem casa e um filhote fantástico para sustentar. Tiro o meu chapéu à Carlota pela sua coragem, mas creio que a abordagem do Carlos Andrade é aquela com a qual me identifico mais.
Não posso deixar de dar os parabéns ao Alcides e restantes organizadores pelo do evento (e o wireless).
Negativo: Por favor coloquem melhor sinaléctica em Coimbra.
Note 2 self: Be there next year.

